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A VOLTA DOS OS ÁGUIAS, DOS VELHOS TEMPOS E DOS BONS DIAS

Toda história começa no Ginásio de Limoeiro na década de 90, quando por iniciativa do saudoso Padre Nicolau, em 1964 fez reunir alguns jovens estudantes da escola que partiram para a formação da banda. A princípio chamavam-se THE EAGLE (O pássaro, Á Aguia), pois o inglês nesse período entrava em gosto em todo o país cujo o espelho era os Estados Unidos e cujo símbolo estava nos fardamentos dos alunos da referida instituição de ensino.Em pouco tempo, mudaram de idéia e finalmente surgiu o nome que ficou eternizado nas mentes de contínuas gerações de nossa cidade, nossa região e estado de Pernambuco, OS ÁGUIAS.

Essa primeira formação que foi da fundação a 1967 contou com os seguintes integrantes: os irmãos Veronildo e Veronaldo Veras, Abraão Neto, Laurivan Barros, Adeildo Arruda, Romero Cabral e Zé Ramalho.
Era o início de um espetacular período para os jovens músicos que aos poucos romperam os muros da escola, passando a animar festas no Colombo Sport Club e no Centro Limoeirense, seja em bailes, em aniversários, nos elegantes Bailes de Debutantes com as filhas da fina flor da sociedade Limoeirense e da região e nos polêmicos (para os pais conservadores) Hi Fies.

Em 1967, assumiu como produtor da banda o atual presidente do Colombo Edson Pimentel, momento do auge da banda que veio a participar de dois festivais de música em Recife, sendo o primeiro em 67, o FESTIVAL DE PERNAMBUCO, quando, apesar da precariedade dos instrumentos e material de som conseguiram ficar em segundo lugar com uma música de Chopin. Na ocasião perderam para os SILVA JETSONS do Limoeirense Fernando Filizola, que depois transformou-se no Q
UINTETO VIOLADO.

Nessa fase, algumas alterações na banda aconteceram, a formação era essa: Bigode, Edmundo, Abel, Luís depois substituído por Marco, Fernando Brito, Nena de Epaminondas, Mário, Nino e continuaram os irmãos Veronildo e Veronaldo e Abraão. Dois anos após (1969), participaram do FESTIVAL DE MÚSICOS JOVENS DO NORDESTE com a participação de mais de vinte bandas participantes. Dessa vez, não teve pra ninguém, Os Águias ganharam os três prêmios disputados – o Melhor Músico para o tecladista Luís; Melhor Música – Beradeiro e Melhor Banda. Não ficaram em si de tão emocionados e entusiasmados.

Agora a agenda de shows ia de sexta ao domingo. Não descansavam, queriam tocar, fazer o que melhor sabiam, divertirem e se divertirem. Parecia que a energia seria eterna. Eram artistas e reconhecidos como tais. Sentiam-se orgulhosos disso. Vieram para fazer história e nem tinham consciência disso.

Mas veio 74, e os problemas internos fizeram a banda acabar. E por três anos Limoeiro ficou mais triste, não havia mais Águias.
Em 77 ressurgem com Paulo Lopes a frente. Mais uma vez, Abrãao, Abel, Fernando Brito, Edmundo incansáveis. A eles somaram-se Assis, Gildo, Torres e Geraldo Piston. Com essa formação foram até 1982.
E ai a temporada de shows de sexta a domingo, ensaios exaustivos (terça a sexta) às vezes nos três turnos em busca da perfeição voltaram. Eram os canais de televisão no Recife, programas de rádio e clubes de todo o estado.

Velhos tempos, belos dias...
E agora, eles estão de volta numa noite de muita alegria e emoção que vai ficar na memória de Limoeiro. Após dois meses de ensaios, Veronaldo Veras, Abel, Edmundo, Marcos, Fernando Brito e outros novos vão trazes de volta os melhores anos de suas vidas no dia 14 de agosto, um sábado no imponente Colombo Sport Club, como nos belos tempos. E para completar a festa teremos a Versalles Banda Show e as homenagens a dois nomes que registraram seus nomes na cena musical Limoeirense – o cantor Mário (já falecido) e o professor Abraão.